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Will Der fechou a fábrica de Pacheco e deixou 120 trabalhadores sem acesso

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A empresa comunicou o fechamento definitivo, mas seu advogado informou depois que o pessoal estava suspenso e seria convocado para acordos individuais. Os operários chegaram sem telegramas de demissão, encontraram seguranças na entrada e cobraram salários, férias e indenizações pendentes.

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Os 120 trabalhadores da têxtil Will Der S.A. chegaram na segunda-feira à fábrica de Pacheco e encontraram os portões fechados, com pessoal de segurança dentro da unidade e sem autorização para entrar. Na sexta-feira anterior, um dos proprietários havia comunicado em uma reunião coletiva o fechamento definitivo da empresa e orientado o quadro a não se apresentar no início da semana.

A situação trabalhista, porém, ficou marcada por mensagens contraditórias. Os empregados ainda não haviam recebido telegramas de demissão quando foram impedidos de entrar. No sábado, um advogado da companhia enviou pelo WhatsApp um comunicado afirmando que eles não estavam demitidos, mas suspensos, e antecipou que a empresa entraria em contato individualmente para tentar acordos com cada integrante do quadro.

Mirta, operária com 4 anos de casa, reconstruiu essa sequência e contou que o pessoal foi mesmo assim à fábrica em busca de respostas. Verónica, que trabalhava havia 5 anos no local, afirmou que a mensagem recebida confirmou o caráter definitivo do fechamento e exigiu que a empresa pagasse o que devia. Entre as cobranças, mencionou férias que ainda não haviam sido quitadas para parte dos trabalhadores.

A incerteza também atingiu quem estava de licença quando a decisão se tornou conhecida. Zulma estava de férias, recebeu o aviso e, ao comparecer à unidade, encontrou o mesmo acesso fechado. Gonzalo questionou a ausência de explicações formais por parte dos representantes da companhia e acrescentou que, segundo o relato dos próprios empregados, os sindicatos também não teriam sido notificados previamente.

O fechamento ocorre em meio a uma deterioração mais ampla do emprego citada pela fonte. Os dados apresentados indicam que, desde o início do governo de Javier Milei, foram perdidos 341.396 empregos formais e fecharam 28.262 empresas. Essa referência não resolve a situação específica da Will Der, mas situa a paralisação de Pacheco entre conflitos que combinam perda de atividade, bloqueio do acesso às fábricas e disputas por obrigações pendentes.

O ponto imediato a resolver é a condição jurídica e econômica dos 120 trabalhadores. A empresa deverá formalizar se mantém a suspensão anunciada por seu advogado ou se efetiva as demissões decorrentes do fechamento comunicado pelo proprietário e, depois, responder pelas férias, salários e indenizações cobradas. Até que essas decisões sejam notificadas individualmente, a única situação verificável é que a fábrica continua fechada e o quadro não pode entrar.

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