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O oficialismo adiou para dezembro a negociação sobre a eliminação das PASO

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A resistência de governadores do Norte Grande levou La Libertad Avanza a admitir que não tem urgência em tratar da reforma. A discussão poderia ser integrada com mudanças em Zonas Frías e uma compensação elétrica para Zonas Cálidas, mas ainda não existe um acordo legislativo.

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O oficialismo nacional deixou de apresentar como imediata a eliminação das PASO e avalia transferir a discussão para dezembro. A mudança de ritmo apareceu depois que governadores do Norte Grande apresentaram objeções ao projeto. Um deputado de La Libertad Avanza reconheceu que o bloco não está com pressa e vinculou a reforma eleitoral a uma negociação política mais ampla.

A possível troca inclui a redução do regime de Zonas Frías para o gás e uma compensação através de Zonas Cálidas, direcionada a províncias onde as altas temperaturas aumentam o consumo de eletricidade. O tema ganhou força após uma visita do ministro do Interior, Diego Santilli, a Posadas. Os governantes exigem garantias sobre essa assistência antes de apoiar mudanças nos subsídios energéticos.

Na Casa Rosada consideram que existem votos para modificar Zonas Frías e suprimir as primárias, mas aliados do Senado expressam dúvidas sobre essa conta. Um governador disse a Santilli que não se pode avaliar a eliminação das PASO sem conhecer o calendário e as regras eleitorais completas. O ministro se comprometeu a levar a proposta ao articulador oficialista Lule Menem.

A discussão também mobilizou a Unión por la Patria. Sergio Massa, José Mayans, Germán Martínez, Máximo Kirchner, Axel Kicillof e quatro governadores do espaço mantiveram uma reunião de aproximadamente três horas para defender a continuidade das primárias. Participantes desse encontro interpretaram que o Governo busca eliminá-las para facilitar a reeleição de Javier Milei; essa atribuição faz parte da disputa oposicionista.

La Libertad Avanza mantém uma expectativa favorável sobre a candidatura presidencial de Milei em 2027, mas esse cálculo eleitoral não substitui os votos necessários no Congresso. A postergação permite estender conversas com governadores que não integram o núcleo libertário e que poderiam ter posições diferentes dependendo das compensações fiscais, energéticas e políticas incluídas no pacote.

Por enquanto não há uma lei aprovada, um parecer definitivo nem uma data de tramitação confirmada. Dezembro surge como horizonte de negociação, não como garantia de sanção. A discussão deverá esclarecer o que acontecerá com as PASO, como será organizado o calendário eleitoral e se as mudanças energéticas avançarão no mesmo acordo ou por vias separadas em ambas as câmaras.

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