Neuquén Política

Saloniti fará sua defesa antes de o Conselho decidir se abre o processo político

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O prefeito de San Martín de los Andes falará em sessão especial em 3 de setembro. Responderá a acusações sobre esgoto, dívida com a EPEN e Controladoria; só depois os vereadores decidirão se há base para abrir o procedimento.

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O prefeito de San Martín de los Andes, Carlos Saloniti, comparecerá em 3 de setembro ao Conselho Deliberante para responder a um pedido de julgamento político. A exposição ocorrerá em sessão especial solicitada pelo próprio chefe municipal e aprovada por unanimidade. A convocação não significa que o processo de afastamento já esteja aberto: é uma etapa prévia para os vereadores ouvirem a defesa e decidirem se a apresentação tem fundamentos suficientes.

Dois moradores haviam pedido formalmente que Saloniti fosse submetido ao procedimento. O Conselho descartou um dos pedidos por falta de argumentos e manteve em análise o de Valeria López. O artigo 139 da Carta Orgânica permite que qualquer cidadão de San Martín de los Andes promova a abertura do mecanismo. A regra autoriza a petição, mas não prova as acusações nem obriga o avanço até a destituição.

López atribuiu ao Executivo local fatos que classificou como graves, atuais e documentados. O texto menciona o colapso do sistema de esgoto e seu impacto sobre o lago Lácar, a falta de pagamento de obrigações econômicas com a EPEN e obstáculos ao funcionamento da Controladoria municipal. Saloniti deverá responder a esses pontos; até a avaliação do Conselho, eles mantêm o caráter de acusações feitas por uma moradora.

O prefeito pediu para fazer sua defesa no dia seguinte à apresentação. O município explicou que sua intervenção foi priorizada por razões institucionais e que pretende expor publicamente antecedentes, ações e medidas adotadas. Ainda não está definido se os vereadores poderão fazer perguntas durante a sessão, embora essa possibilidade permaneça aberta.

A acusação sobre energia coincide com uma negociação concreta. Saloniti viajou à cidade de Neuquén para se reunir com a EPEN e finalizar um plano de pagamento por consumos elétricos pendentes de cerca de 1,7 bilhão de pesos argentinos. A dívida não resolve as outras imputações, mas o acordo com o órgão provincial será um documento central para explicar a gestão financeira municipal.

O debate ocorre em clima de tensão: no dia anterior, um grupo tentou entrar na prefeitura e depois foi ao Conselho, onde alguns vereadores o receberam. A sessão de 3 de setembro será o próximo ponto institucional. Após a defesa, o corpo deverá rejeitar o pedido ou autorizar o julgamento político; até lá, Saloniti permanece no cargo e não há decisão sobre sua responsabilidade.

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