O governador de Jujuy, Carlos Sadir, marcou distância da proposta de eliminar as Primárias Abertas, Simultâneas e Obrigatórias. Em meio ao debate sobre a reforma eleitoral impulsionada pelo governo nacional, o dirigente radical defendeu o mecanismo como uma ferramenta útil para ordenar a competição política.
Sadir afirmou que o tema ainda não está fechado dentro da União Cívica Radical e que a definição dependerá do Congresso. Sua posição admite uma alternativa intermediária: suspender novamente as primárias, como já ocorreu, mas não avançar para sua eliminação definitiva.
A declaração introduz um novo ponto de tensão para a Casa Rosada. A reforma eleitoral exige acordos com governadores e legisladores, especialmente em um cenário parlamentar no qual o oficialismo não tem margem própria para impor mudanças estruturais sem negociação.
O governador jujeño também vinculou a discussão à necessidade de maior conversa política entre a Nação e as províncias. Nesse contexto, sustentou que o governo mostra uma atitude mais dialoguista e valorizou a chegada de Diego Santilli à Chefia de Gabinete como um sinal capaz de organizar melhor o vínculo federal.
Durante as atividades pelo aniversário da Independência em Tucumán, Sadir esclareceu que não manteve uma reunião privada com Javier Milei. Descreveu um contato protocolar depois do Hino e indicou que o Presidente fez uma breve referência aos compromissos do Pacto de Maio e ao apoio de governadores a iniciativas oficiais.
O mandatário de Jujuy expressou, sim, apoio à modernização trabalhista promovida pela La Libertad Avanza. Afirmou que esse tipo de mudança pode favorecer investimentos e atualizar o marco normativo, embora tenha evitado antecipar uma posição fechada sobre o restante das reformas que o Executivo buscará levar ao Congresso.