Oscar Alpa, ex-reitor e atual vice-reitor da Universidade Nacional de La Pampa, formalizou a entrada no Fuerza Pampa, espaço presidido pelo prefeito de Lonquimay, Manuel Feito. O grupo anunciou a incorporação destacando sua trajetória universitária e experiência educacional. A chegada soma uma figura institucional reconhecida, sem anúncio de candidatura nem acordo eleitoral específico.
Alpa disse que a decisão ocorreu após cerca de um mês de conversas. Definiu o Fuerza Pampa como organização diferente do Partido Justicialista, embora vários integrantes venham dessa tradição, e esclareceu que não é filiado ao PJ. A precisão delimita a identidade do espaço e sua posição. Com novas adesões, ainda será preciso observar composição final e regras internas.
O Fuerza Pampa foi impulsionado por Feito e tem o prefeito de Santa Rosa, Luciano di Nápoli, entre os promotores. Incorporou lideranças locais e fez atividades em diferentes cidades. O objetivo declarado é construir ferramenta provincial fora da estrutura formal do PJ. Isso não impede coincidências com o peronismo, mas exige explicar a relação com partidos existentes e a autonomia pretendida.
Alpa traz ligação direta com o sistema universitário. Foi reitor da UNLPam, secretário nacional de Políticas Universitárias no governo Alberto Fernández e hoje é vice-reitor para 2026-2030 ao lado do reitor Francisco Marull. A trajetória pode contribuir com conhecimento em educação superior e gestão pública, mas a atividade partidária exige preservar a independência institucional da universidade.
Alpa afirmou que sua participação é pessoal e separada das funções universitárias. Na prática, isso requer uso diferenciado de recursos, comunicações e espaços. Universidades nacionais são autônomas e plurais, e suas autoridades têm direitos cívicos, mas também devem evitar que a estrutura acadêmica vire plataforma partidária. Transparência de agendas e atos ajuda a manter a fronteira.
Sobre eleições, Alpa disse que ainda não é hora de falar em candidaturas. Também rejeitou que seu ingresso busque enfraquecer o peronismo provincial e avaliou positivamente a gestão de Sergio Ziliotto. As declarações situam a decisão numa fase de construção, não de listas. Qualquer hipótese de candidatura continua especulativa até decisão formal.
O Fuerza Pampa procura reunir perfis municipais, universitários e políticos. A diversidade pode ampliar capacidades, mas exigirá posições comuns sobre produção, receitas municipais, serviços, educação, saúde e relação com o governo nacional. Nomes conhecidos não substituem programa, regras de representação e mecanismos de participação.
O próximo passo será conhecer a função de Alpa e a organização do Fuerza Pampa em toda a província. Também será necessário verificar se a separação entre atividade partidária e direção universitária se mantém com critérios claros. Por enquanto, a incorporação está confirmada; candidaturas, alianças e responsabilidades eleitorais seguem abertas.