Córdoba Política

UCR de Córdoba prepara troca no comando da bancada em meio ao avanço da disputa interna

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Matías Gvozdenovich deixará a presidência da bancada para se dedicar ao comando partidário e ao projeto provincial de Rodrigo de Loredo. Alejandra Ferrero, Fernando Luna e Mauricio Jaimes são alternativas, enquanto Mestre, Jure, Brinner e Rossi cobram prévias abertas e questionam as alianças.

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Matías Gvozdenovich deixará a presidência do bloco da União Cívica Radical na Legislatura de Córdoba após assumir o comando provincial do partido. A decisão busca evitar o acúmulo de duas funções e permitir que ele se dedique à reorganização interna e ao projeto de Rodrigo de Loredo. O sucessor poderá ser definido na próxima sessão da legislatura unicameral.

De Loredo apoiou o movimento, abrindo uma disputa pela sucessão. Os três nomes mencionados são Alejandra Ferrero, Fernando Luna e Mauricio Jaimes, com bases territoriais e posições internas diferentes. A escolha não será apenas administrativa: definirá o tom da oposição radical ao governo de Martín Llaryora e o equilíbrio entre a capital e o interior.

Ferrero aparece como uma das opções mais visíveis. Próxima de De Loredo, manteve uma linha de forte oposição ao governo provincial. Recentemente precisou responder sobre um assessor do bloco acusado de abuso de uma menor; a acusação é contra o assessor e a fonte não informa denúncia contra a deputada. Seus aliados dizem que o episódio não elimina sua candidatura.

Luna, representante de Cruz del Eje, oferece continuidade com a direção atual. Gvozdenovich administrou relações com diferentes bancadas sem abandonar o papel opositor, combinação apresentada como vantagem de Luna. Jaimes, de Calamuchita, também está na disputa, embora enfrente resistências em seu território e apareça inicialmente com menos apoio.

A definição pode reabrir a tensão entre parlamentares da cidade de Córdoba e representantes do interior. Uma presidência de Ferrero sinalizaria oposição mais dura ao governo provincial; uma liderança de Luna indicaria continuidade e negociação parlamentar. Nenhuma opção havia sido formalizada na publicação, e a disputa entre os três nomes continua aberta.

A mudança ocorre enquanto Gvozdenovich tenta ordenar o partido. Ele convocará o Comitê provincial para alterar a carta orgânica, obter autorização para negociar uma aliança ampla e considerar sanções a dirigentes vistos como desleais pela nova direção. O plano busca fortalecer De Loredo, mas enfrenta oposição de vários setores radicais.

Ramón Mestre, Juan Jure, Carlos Brinner e Dante Rossi exigem uma prévia aberta para escolher candidatos de 2027. Mestre rejeita alinhar a UCR com La Libertad Avanza e afirma que o partido deve disputar com programa próprio. Brinner e Rossi citam a carta orgânica para pedir participação de filiados e eleitores independentes.

Os próximos passos serão a escolha do novo líder da bancada e a reunião do Comitê provincial. As decisões estão ligadas: uma definirá a condução diária na Legislatura e a outra as regras para alianças e candidaturas. Até as votações, Gvozdenovich permanece no comando e os três possíveis sucessores seguem em avaliação numa interna ainda aberta.

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