Río Negro Política

JSRN organiza sua estratégia de 2027 em torno de Weretilneck e Buteler

Compartilhar
Facebook X LinkedIn WhatsApp

O governismo provincial avalia eleição antecipada e desdobrada, com governador e prefeito de Cipolletti buscando continuidade. As candidaturas não foram oficializadas, e calendário, sequência das municipais e alianças opositoras seguem em aberto.

Ouvir este artigo

Pronto para ouvir

Juntos Somos Río Negro começou a organizar sua estratégia para 2027 em torno de duas possíveis continuidades: uma candidatura à reeleição do governador Alberto Weretilneck e um novo mandato do prefeito de Cipolletti, Rodrigo Buteler. Em prazo mais longo, o plano também inclui a possibilidade de projetar Buteler como sucessor provincial em 2031. As conversas formais sobre nomes e candidaturas ocorreriam antes do fim do ano, portanto nenhuma delas foi oficializada.

O calendário é peça central do desenho. O governismo provincial analisa convocar eleições antecipadas e separadas do pleito nacional. Referências internas apontam para uma possível data entre o fim de março e o começo de abril, embora ainda não haja convocação nem dia definido. A norma exige formalizar o chamado com noventa dias de antecedência, de modo que a decisão terá de ser tomada vários meses antes e depois transformada em decreto eleitoral.

Outra alternativa em estudo é votar primeiro para governador e deixar a maioria das eleições municipais para mais tarde. Río Negro tem antecedentes de datas separadas, e a província pode coordenar ou não sua eleição com as cidades. Para o JSRN, diferenciar as etapas concentraria o debate inicial na gestão provincial e limitaria a capacidade de forças opositoras montarem alianças locais por meio de candidaturas a prefeituras e câmaras. Essa conveniência partidária ainda não se tornou decisão oficial.

O planejamento é atravessado pelo resultado das legislativas nacionais de 2025. Naquela eleição, o peronismo venceu o trecho do Senado e La Libertad Avanza ganhou a disputa para a Câmara dos Deputados, enquanto o JSRN ficou sem cadeiras. O partido provincial interpreta que a eleição foi nacionalizada e que uma disputa pelo governo colocará outros temas e atores em primeiro plano. Essa leitura integra sua estratégia, mas não determina a resposta do eleitorado em 2027.

Weretilneck e Buteler sustentam que a gestão será a principal ferramenta de campanha. O prefeito de Cipolletti foi nomeado presidente do JSRN com apoio do governador, movimento que fortaleceu sua posição na estrutura. A orientação hoje com maior consenso interno é que cada um busque continuidade em sua jurisdição e que a discussão sucessória fique para depois. O partido tenta, assim, evitar uma competição antecipada entre seus principais dirigentes.

O cenário opositor também pesa nos cálculos. María Emilia Soria já manifestou intenção de disputar o governo pelo peronismo. No espaço libertário aparecem Aníbal Tortoriello e Enzo Fullone, enquanto seguem negociações para articular La Libertad Avanza com o PRO e forças menores. A presença de vários nomes e acordos em aberto descreve um mapa em formação; não define quem encabeçará todas as listas nem permite antecipar o resultado de uma eleição ainda não convocada.

Ao mesmo tempo, o governismo provincial combina diferenciação eleitoral e acordos de gestão. Weretilneck mantém vínculos com o governo nacional, tendo Diego Santilli como interlocutor em temas como estradas e exportações relacionadas a Vaca Muerta. No plano local, Buteler criticou setores libertários que votaram contra compensação financeira temporária para municípios com mudanças demográficas e econômicas, entre eles Cipolletti. Os episódios mostram cooperação seletiva e competição política.

Antes das definições provinciais haverá um primeiro marco em Bariloche, onde em novembro serão escolhidos convencionais para reformar a Carta Orgânica Municipal. Depois virão as conversas formais do JSRN, a decisão sobre o desdobramento e, finalmente, a convocação que deve respeitar o prazo legal. Até lá, a fórmula Weretilneck-Buteler funciona como orientação interna, não como chapa confirmada. A sequência eleitoral, as alianças opositoras e as candidaturas definitivas continuam abertas.

Etiquetas do artigo