O Partido Justicialista de Entre Ríos aproveitou o Dia Mundial da Saúde Mental para cobrar uma resposta orçamentária e legislativa mais ampla. A legenda afirma que a declaração de urgência sanitária reconhece o problema, mas não adiciona recursos específicos.
A crítica se dirige ao Decreto provincial 2130. Para o PJ, uma declaração administrativa é insuficiente sem novas verbas, equipes de atendimento, políticas preventivas e instrumentos permanentes para sustentar os serviços.
No comunicado, o partido afirmou que Entre Ríos tem a maior taxa de suicídios do país e que o suicídio é a principal causa de morte entre jovens. Os indicadores foram usados para pedir prioridade política ao tema.
O PJ ressaltou que os números representam famílias e comunidades que não receberam apoio a tempo. Por isso, defende uma política que combine atendimento clínico, prevenção precoce, intervenção territorial e acompanhamento social.
O financiamento está no centro da discussão. A principal objeção é que a urgência não teria aumentado as dotações do setor, de modo que o reconhecimento formal da crise não amplia por si só a capacidade de resposta.
A proposta é avançar com uma lei específica de proteção em saúde mental, substituindo a lógica de emergência temporária por obrigações permanentes, recursos identificáveis e mecanismos de acompanhamento.
A cobrança se soma a críticas de trabalhadores da saúde, organizações, legisladores opositores e sociedade civil. O debate agora é se o Executivo ampliará o orçamento ou se a Legislatura abrirá uma discussão de longo prazo.
Por enquanto, o decreto permanece como instrumento vigente. O próximo passo dependerá de transformar a demanda orçamentária em iniciativa concreta e construir maioria política para uma lei específica.