O deputado provincial Sebastián Benítez Molas apresentou duas frentes de trabalho do Partido Justicialista do Chaco: uma reforma para permitir a unificação das eleições provinciais e nacionais e um processo interno destinado a construir um programa antes de escolher candidaturas. Como secretário político do PJ local, afirmou que os dois temas devem ser resolvidos antes do calendário de 2027.
A iniciativa modifica o inciso 7 do artigo 90 da Constituição provincial, que hoje impede eleições locais e nacionais na mesma data. O Conselho Provincial do PJ impulsionou o texto e o bloco justicialista o apresentou na Câmara. O objetivo declarado é dar ao Executivo a faculdade de decidir uma eventual simultaneidade, sem obrigar que todos os pleitos sejam conjuntos.
Benítez Molas explicou que o procedimento depende do apoio legislativo. A unanimidade permitiria aprovação direta; dois terços exigiriam consulta popular. O projeto entrou na Legislatura e ainda precisa passar por comissão antes de eventual votação. Portanto, a unificação não está decidida e nenhuma data foi fixada por esse mecanismo.
O deputado justificou a mudança pela redução de custos e pela possibilidade de evitar várias idas às urnas no mesmo ano. Relacionou o argumento à eliminação das primárias provinciais, antes apresentada como economia. Sua fala também critica o governo Leandro Zdero, mas o impacto fiscal deverá ser discutido com estimativas comparáveis e dentro do processo constitucional.
Na organização partidária, Benítez Molas defende uma interna aberta aos filiados de todas as forças da frente, com o PJ como eixo. Sugeriu março ou abril de 2027 para deixar tempo de campanha. Mesmo assim, prefere uma lista de unidade antes dessa etapa e quer evitar muitas chapas concorrentes que fragmentem a coalizão.
A prioridade declarada é acordar primeiro um programa de governo. Ele falou em uma agenda de dez pontos, dos quais pelo menos seis deveriam ser compartilhados para permitir ação comum. Reuniões presenciais e remotas estão em curso, e as candidaturas viriam depois. O foco seria educação, saúde, cidades e desenvolvimento provincial.
Benítez Molas afirmou que o peronismo revisa sua gestão desde a derrota de 2023 e que oposição aos governos nacional e provincial não basta. Também pediu uma construção mais federal e citou Sergio Massa, Jorge Capitanich e Gerardo Zamora como possíveis participantes. São posições dele em uma negociação que ainda não definiu liderança ou fórmula.
Os próximos passos são distintos. A reforma eleitoral deve passar por comissão, obter a maioria necessária e, se for o caso, ir a consulta popular. O partido continuará conversando sobre programa, alianças, método de seleção e calendário. Até lá, simultaneidade das eleições e candidaturas de 2027 seguem como propostas em debate.