Santa Cruz Política

Echazú questiona endividamento de Santa Cruz e pede diálogo político

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O deputado provincial da Unión por la Patria alertou que o projeto de dívida de 600 milhões de dólares está desordenado, pediu clareza sobre os fundos provinciais e defendeu a coparticipação dos municípios.

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O deputado provincial Eloy Echazú questionou o projeto de endividamento impulsionado pelo Governo de Santa Cruz e pediu que a discussão volte ao campo do diálogo institucional e político.

O legislador da Unión por la Patria respondeu a declarações do governador Claudio Vidal sobre prefeitos opositores e afirmou que o pedido municipal não era uma demanda informal de dinheiro, mas um adiantamento de coparticipação.

Echazú destacou que a coparticipação é regulada por lei e que as receitas provinciais devem ser distribuídas entre os municípios. Nesse contexto, pediu que os 20 bilhões de pesos que ingressaram na província também sejam compartilhados.

O deputado criticou o que definiu como centralismo do Executivo provincial e exigiu maior clareza sobre os números oficiais. Segundo ele, muitas vezes as receitas não são detalhadas na Comissão de Orçamento da Legislatura.

A crítica também alcançou os fundos vinculados à saída da YPF. Echazú lembrou que havia sido anunciado que seriam destinados a obras, mas depois se informou que foram usados para despesas correntes.

Sobre o endividamento de 600 milhões de dólares, o legislador afirmou que o projeto exige mais análise, informação precisa e consensos com prefeitos, deputados e setores sociais.

Echazú esclareceu que não se opõe a discutir uma mudança na matriz energética e produtiva de Santa Cruz. No entanto, alertou que a iniciativa está desordenada, não é séria em seu estado atual e não explica com precisão o destino dos recursos.

Também questionou que a dívida seja em dólares, com bancos estrangeiros, por quinze anos, e com recursos hidrocarboníferos e minerários como garantia. Para o deputado, a única saída possível é reconstruir uma mesa de consenso político.

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