Chubut, Río Negro e Neuquén concordaram em avançar juntas numa nova ampliação do Gasoduto Cordilheirano Patagônico. O plano inclui mais capacidade, plantas compressoras e interconexão com o Gasoduto General San Martín. O anúncio ocorreu em Bariloche, onde redes levarão o serviço a 980 famílias de seis bairros.
Ignacio Torres participou virtualmente com o governador neuquino Rolando Figueroa e acompanhou Alberto Weretilneck. O mandatário de Chubut colocou a decisão numa agenda patagônica: províncias que geram parte relevante da energia nacional ainda têm localidades isoladas e casas sem gás, uma diferença que os três governos querem reduzir.
A cooperação dura dois anos. Torres vinculou o processo à viabilidade de gás concedida a mais de 12 mil famílias das três províncias. O número não significa conexões concluídas em todos os casos, mas capacidade habilitada por obras e gestões ao longo do corredor.
O financiamento foi decisivo. Weretilneck disse que os bancos de Chubut e Neuquén permitiram continuar um projeto paralisado pelo Estado nacional. Os recursos provinciais sustentaram trabalhos de Comodoro Rivadavia a Bariloche e recuperaram disponibilidade para ampliar redes domiciliares.
O prefeito Walter Cortés e o presidente da Camuzzi, Jaime Barba, também participaram. As 980 famílias são o resultado imediato, mas o acordo vai além desses bairros: ampliação, compressores e conexão com o San Martín buscam elevar o transporte em vários pontos da cordilheira.
A próxima etapa é converter o acordo político em cronograma técnico. As províncias definiram trabalho conjunto e financiamento substituto. O avanço será medido pelas ligações de Bariloche e pela incorporação progressiva da capacidade necessária para atender novas localidades.