Chubut Política

Béliz propõe antecipar as eleições para forçar um plano econômico em Chubut

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O titular dos Empregados de Comércio quer antecipar o calendário e exigir que os partidos apresentem respostas concretas diante da crise. Sua plataforma combina salário patagônico, alívio tributário para pequenas e médias empresas e vantagens que permitam recuperar investimento, emprego e poder aquisitivo.

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Alfredo Béliz propôs antecipar as próximas eleições provinciais de Chubut para obrigar a liderança política a apresentar medidas concretas frente à crise econômica. O titular do Sindicato de Empleados de Comercio afirmou que conversa sobre a iniciativa com diversos setores sindicais e políticos. Também reiterou que pretende participar fora do Partido Justicialista, com uma agenda centrada em produção, emprego e renda.

O dirigente justificou o adiantamento eleitoral como uma forma de evitar que a província espere até outubro sem discutir soluções. Seu diagnóstico compara o desempenho de Chubut com o de Río Negro e Neuquén, distritos que, segundo ele, conseguiram recuperar empresas, empregos e salários. A eleição antecipada funcionaria assim como um mecanismo de pressão para que cada força explique como pensa reverter a perda de competitividade.

Béliz afirmou que a Patagônia precisa conservar vantagens comparativas capazes de atrair investimentos e compensar o custo de vida do sul. Nesse contexto, recuperou o conceito de salário patagônico e anunciou que o levará às mesas de negociação. Para o sindicalista, a diferença salarial histórica não é um privilégio, mas uma resposta às condições econômicas e de trabalho específicas da região.

A proposta inclui também um programa de alívio para pequenas e médias empresas. Béliz mantém conversas com PMEs locais e propõe exceções fiscais que reduzam a distância em relação a mercados próximos. A reconstrução do poder de compra e a sustentação do setor privado aparecem conectadas em sua proposta: sem empresas competitivas, argumenta ele, a recuperação do emprego e dos salários perde uma base produtiva estável.

O referencial mercantil dirigiu suas críticas aos dirigentes que postergam definições até o início formal da campanha. Afirmou que a falta de compromisso agrava um cenário marcado pela pobreza, a informalidade e a deterioração do tecido social. Por isso, tenta deslocar o debate das candidaturas para as ferramentas concretas que cada espaço aplicaria para instalar empresas, proteger as pequenas e médias empresas e melhorar a renda.

A iniciativa ainda não tem uma data acordada nem um trâmite institucional definido. Seu avanço depende das conversas que Béliz assegura manter com diversos setores e da resposta que obtenha no sistema político provincial. O passo imediato será transformar a reivindicação sindical em uma proposta eleitoral concreta; até lá, o adiantamento funciona como uma pressão pública para antecipar a discussão econômica de 2027.

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