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Araujo pede documentação das transferências a Ushuaia e Río Grande diante da disputa por coparticipação

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O deputado nacional pediu a Gustavo Melella e ao ministro Alejandro Barrozo valores pagos, dívidas, recursos pendentes e critérios aplicados entre janeiro e outubro. Río Grande afirma que a Província deve mais de 17 bilhões de pesos.

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O deputado nacional Jorge “Koky” Araujo apresentou pedido formal ao governador Gustavo Melella e ao ministro da Economia Alejandro Barrozo para documentar as transferências de coparticipação destinadas a Ushuaia e Río Grande. A iniciativa abre uma discussão sobre dívida, critérios de pagamento e previsibilidade municipal.

O requerimento cobre o período de 1º de janeiro a 31 de outubro de 2026. Araujo pediu os valores que a Província deveria transferir, as quantias efetivamente enviadas, os recursos ainda pendentes e a documentação administrativa de cada operação.

A apresentação também solicita explicação dos critérios financeiros e normativos usados para ordenar pagamentos. O deputado quer saber quais obrigações têm prioridade, quais procedimentos são aplicados e se existe cronograma para regularizar os atrasos com os dois municípios.

A comparação entre Ushuaia e Río Grande é outro ponto central. Araujo perguntou se as cidades recebem os recursos por mecanismos equivalentes e, caso existam diferenças, pediu fundamentos e dados que justifiquem o tratamento.

A cobrança ocorre enquanto Río Grande afirma que a dívida provincial supera 17 bilhões de pesos. Autoridades municipais dizem que os atrasos afetam planejamento, serviços e obrigações correntes e analisam ferramentas institucionais para recuperar os valores.

Representantes do Executivo municipal, do Concejo Deliberante, do Juizado de Faltas e do Tribunal de Contas se reuniram para avaliar o impacto. Também consideraram ações conjuntas se as transferências não forem normalizadas.

Araujo esclareceu que o pedido não pressupõe discriminação contra Río Grande. O objetivo é reunir informação verificável e determinar se diferenças decorrem de regras objetivas, dificuldades financeiras gerais ou decisões discricionárias.

O próximo passo cabe ao Governo provincial, que deverá decidir se responde com os detalhes e um cronograma. A qualidade da informação definirá se o conflito será resolvido administrativamente ou avançará para reivindicações políticas, contábeis ou judiciais.

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