Río Negro Política

Weretilneck e Cortés vencem a Convenção de Bariloche e transformam a reforma local em ensaio para 2027

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Haciendo Bariloche obteve 34,73% e caminhava para oito das quinze cadeiras. O peronismo ficou em segundo e La Libertad Avanza em terceiro com 11,71%, fortalecendo a aliança provincial-municipal e cobrando transparência sobre as reformas.

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A aliança Haciendo Bariloche, construída por Alberto Weretilneck e Wálter Cortés, venceu a eleição dos convencionais que reformarão a Carta Orgânica. Com 88% das mesas, a lista de Yanina Sánchez tinha 17.407 votos, 34,73%, e caminhava para oito das quinze cadeiras. O resultado dá maioria própria e transforma eleição institucional em sinal provincial.

O peronismo ficou em segundo com 8.153 votos, 16,27%, e três cadeiras. La Libertad Avanza, com Martín Govetto, obteve 5.870 votos e 11,71%, projetando dois representantes. Os dois restantes iriam à esquerda e Seamos Futuro. Há pluralidade, mas a aliança oficial pode aprovar propostas sozinha se mantiver unidade.

A vitória estreia o pacto entre Juntos Somos Río Negro e o Partido Unión y Libertad de Cortés. Ambos leram o resultado como apoio ao trabalho conjunto e anteciparam continuidade em 2027, quando buscarão reeleição. Bariloche, maior distrito eleitoral da província, vira laboratório de uma construção mais ampla.

O resultado foi revés para a estratégia libertária de Martín e Eduardo “Lule” Menem. A LLA refez a aliança com o PRO e somou forças, mas terminou terceira, mais de vinte pontos atrás. O senador Enzo Fullone, referência da Casa Rosada e possível candidato a governador, reconheceu a derrota e destacou a representação.

O peronismo celebrou ser primeira oposição e superar a LLA. Isso oferece visibilidade e controle, mas a distância exige organização, candidatos e programa urbano. A eleição mostrou que marcas nacionais não transferem votos automaticamente e que gestão local, obras e liderança provincial podem prevalecer.

A Convenção deve revisar governo municipal, controles, participação, orçamento, serviços, urbanismo e talvez regras eleitorais. A maioria tem legitimidade para mudanças, mas uma Carta duradoura deveria surgir de debate público, relatórios técnicos e acordos além da conjuntura partidária.

Cortés propôs reduzir burocracia e ampliar ferramentas de obras e crescimento. São necessários limites para que simplificação não enfraqueça controle. A Convenção deve publicar agenda, versões dos artigos, audiências, votos e fundamentos e incluir universidades, empresas, sindicatos, bairros e organizações ambientais.

O próximo passo é instalar a Convenção e abrir a reforma. Weretilneck e Cortés chegam fortalecidos a 2027, o peronismo mantém o segundo lugar e os libertários precisam reconstruir raízes. O sucesso, porém, será a qualidade da Carta. A maioria pode acelerar; a prova é produzir regras legítimas e estáveis.

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