Juan Pablo Valdés evitou comprometer o apoio de Corrientes à reforma da Carta Orgânica do Banco Central anunciada por Javier Milei. O governador considerou a mudança necessária, mas disse que a província estudará o projeto artigo por artigo. A condição é saber se o novo sistema beneficia os correntinos e quais efeitos produz além da administração nacional.
Valdés entende que a proposta busca fortalecer o peso e encerrar mecanismos monetários que, segundo ele, prejudicaram o país. Porém, não transformou a concordância geral em apoio automático. Antecipou consultas e revisão da letra, pois a iniciativa restringe funções do BCRA e exige que as províncias avaliem consequências institucionais e financeiras.
A posição aceita o diagnóstico e reserva julgamento sobre o instrumento. Corrientes não rejeita a reforma, mas não se alinha antes do texto final e da aplicação. O próximo passo virá no Congresso, quando os representantes provinciais decidirão entre apoiar, modificar ou negar votos.
Valdés também confirmou presença na reunião do Chaco sobre prevenção ao El Niño. A Nação a convocou pela situação de Santa Fe e Chaco, mas Corrientes levará perspectiva própria. O governador apresentará necessidades de gestão hídrica e preparação para inundações.
A província citará a autorização nacional para uma obra em Palmira destinada a melhorar a drenagem e reduzir alagamentos em San Luis del Palmar. Valdés pediu apoio nacional sem mesquinharia política em emergências e destacou a coordenação entre jurisdições.
Os temas seguem o mesmo critério federal: estudar antes de apoiar a reforma e participar da prevenção com demandas territoriais. O Congresso mostrará a posição monetária; a reunião no Chaco deverá converter coordenação em medidas de água e resposta a enchentes.