Nacional Energia

Unión por la Patria repudia o desmonte da política nuclear

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O bloco de deputados nacionais criticou o avanço de um novo esquema nuclear com participação privada, enquanto denuncia a paralisação do CAREM, o desfinanciamento da CNEA e demissões de pessoal qualificado.

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O bloco de deputados e deputadas nacionais da Unión por la Patria rejeitou a decisão do Governo nacional de avançar para um novo esquema de desenvolvimento nuclear com participação privada.

O bloco sustenta que essa orientação ocorre enquanto o projeto CAREM permanece paralisado, a Comissão Nacional de Energia Atômica sofre desfinanciamento e capacidades estratégicas construídas durante décadas pelo Estado argentino são enfraquecidas.

Para a oposição, o anúncio do Poder Executivo representa uma mudança de paradigma em uma política considerada central para o desenvolvimento científico, tecnológico e industrial do país.

A preocupação também alcança os trabalhadores do setor nuclear. O bloco alertou sobre demissões de pessoal altamente qualificado e sobre o risco de perda de conhecimento acumulado em organismos e empresas públicas.

A iniciativa parlamentar solicita ao Governo nacional informações detalhadas sobre a empresa Meitner Energy, a estrutura societária do empreendimento e a titularidade da propriedade intelectual vinculada aos novos projetos.

Também pede esclarecimentos sobre os benefícios fiscais previstos, o futuro da Nucleoeléctrica Argentina, da Dioxitek e do CAREM, além das razões das recentes demissões na Comissão Nacional de Energia Atômica.

A Unión por la Patria afirmou que a energia nuclear deve ser tratada como política estratégica, e não como área subordinada a interesses privados ou majoritariamente estrangeiros.

O bloco esclareceu que não rejeita o investimento privado em si, mas defendeu que qualquer processo de investimento preserve a soberania tecnológica, a propriedade intelectual argentina, as empresas públicas e a continuidade dos trabalhadores especializados.

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