Formosa Economía

Trabalhador em Formosa precisa trabalhar quase sete meses para comprar um iPhone, segundo relatório nacional

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Uma pesquisa da Focus Market mede o poder de compra em horas de trabalho. Em Formosa, são necessárias 1.162 horas (quase sete meses) para comprar um iPhone, colocando a província entre as de menor capacidade de compra do país.

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O salário não é a única coisa que define o poder de compra dos argentinos. Um relatório da consultoria Focus Market, divulgado pelo portal Ámbito, revelou as profundas desigualdades no poder de compra das províncias ao medir, não em pesos, mas em horas de trabalho, o tempo que um funcionário médio precisa para acessar bens de consumo de massa e tecnologia. O estudo conclui que um trabalhador em Formosa precisa dedicar 1.162 horas de sua vida profissional para comprar um iPhone, o que equivale a quase sete meses completos de jornadas de oito horas.

Esse número coloca Formosa entre as províncias com menor poder de compra do país. O ranking de maior esforço é liderado por La Rioja, onde são necessárias 1.342 horas, seguida por Chaco com 1.193, e Formosa aparece imediatamente depois, fazendo parte de um grupo de províncias do norte da Argentina onde o acesso a bens tecnológicos de ponta exige um esforço descomunal. No extremo oposto, um trabalhador na Terra do Fogo precisa de apenas 475 horas, menos da metade do que um trabalhador em Formosa precisa, para adquirir o mesmo dispositivo.

A lacuna não se limita à telefonia de ponta. A pesquisa também analisou o tempo de trabalho necessário para comprar uma TV Smart de 50 polegadas, um par de tênis esportivos e um jeans de marca, e em todos os casos o padrão se repete: as províncias do norte, incluindo Formosa, enfrentam maiores dificuldades porque seus salários médios são significativamente mais baixos em relação ao custo dos produtos. Em contraste, a Terra do Fogo, Neuquén e a Cidade Autônoma de Buenos Aires mostram uma capacidade de compra muito superior.

O diretor da Focus Market, Damián Di Pace, explicou que a metodologia busca deixar de lado as comparações salariais nominais, muitas vezes distorcidas pela inflação e pelas diferenças de preços regionais, para focar no tempo real que uma pessoa precisa trabalhar para acessar o mesmo produto. Medir o consumo em horas de trabalho, disse ele, permite eliminar essas variáveis e oferecer um indicador muito mais próximo da realidade cotidiana dos trabalhadores.

O relatório fornece assim um retrato cru das desigualdades estruturais que persistem no mercado de trabalho argentino. Enquanto em algumas províncias o acesso a bens tecnológicos é relativamente rápido, em Formosa e em outras jurisdições do norte, o esforço necessário para alcançar o mesmo bem de consumo se multiplica, refletindo uma lacuna que apenas o salário nominal não é suficiente para mostrar.

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