Trabalhadores do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial em Salta decidiram permanecer na sede da avenida Durañona 822 depois de serem informados verbalmente de que deveriam desocupar o imóvel e continuar suas tarefas por teletrabalho.
Cecilia Belistri, delegada da ATE no órgão, afirmou que a comunicação ocorreu em uma videoconferência conduzida pelo subgerente Operacional Regional NOA do INTI, Ramiro Casoliba. Segundo ela, os 25 funcionários ainda não receberam resolução escrita nem ato administrativo.
O conflito começou após uma nota de 1º de março assinada por Carlos Mateo, interventor do Ente Geral de Parques e Áreas Industriais de Salta, que rescindiu unilateralmente o contrato de comodato firmado com o INTI em setembro de 2023. Os trabalhadores afirmam que o pedido se referia a um terreno vizinho já devolvido, e não ao prédio principal.
Em 30 de junho, Casoliba informou por escrito ao órgão provincial que o INTI cumpriria os prazos contratuais e devolveria a propriedade integralmente. A nota fixou 3 de julho de 2026 como prazo para retirar bens e concluir os trabalhos em andamento.
A ATE também questionou o teletrabalho porque a sede abriga escritórios técnicos e administrativos, laboratório, equipamentos especializados e documentação institucional. Os funcionários disseram não ter recebido informações sobre o destino desses bens nem sobre a continuidade dos serviços tecnológicos prestados a empresas, indústrias e órgãos públicos de Salta.
O sindicato sustenta que a medida contraria uma cautelar da Justiça Federal que suspendeu por seis meses a reestruturação nacional do INTI. Por isso, apresentou recurso administrativo às autoridades do instituto e uma nota ao Governo provincial para saber se existe pedido formal de devolução do imóvel.
Os trabalhadores declararam estado de alerta e decidiram continuar trabalhando no local até receber uma notificação oficial e uma definição judicial. As autoridades nacionais do INTI ainda não haviam se pronunciado publicamente.