Río Negro Energia

Río Negro busca transformar a expansão energética em emprego e infraestrutura local

Compartilhar
Facebook X LinkedIn WhatsApp

O senador Oscar Fullone se reuniu com a secretária de Energia, María Tettamanti, para revisar projetos ligados a Vaca Muerta, GNL, mineração e RIGI, com foco em emprego, serviços e infraestrutura provincial.

Ouvir este artigo

Pronto para ouvir

Río Negro voltou a colocar no centro de sua agenda uma pergunta decisiva: como fazer com que o novo ciclo energético não fique apenas em anúncios de investimento, mas produza emprego, infraestrutura e serviços concretos nas localidades da província. Esse foi o eixo da reunião entre o senador nacional Oscar Fullone e a secretária de Energia da Nação, María Tettamanti.

O encontro revisou projetos e investimentos em andamento vinculados a Vaca Muerta, ao Gás Natural Liquefeito, à mineração e ao Regime de Incentivo para Grandes Investimentos. Para Río Negro, essa combinação representa uma oportunidade de escala: integrar hidrocarbonetos, logística, energia e obras associadas em uma plataforma capaz de reposicionar a província no mapa produtivo nacional.

Fullone defendeu o RIGI como ferramenta para atrair capitais e acelerar investimentos de grande porte. Sua posição se alinhou à política energética nacional, mas acrescentou uma condição territorial: o crescimento deve deixar resultados verificáveis em emprego rionegrino, infraestrutura urbana, serviços ampliados e benefícios para as comunidades que convivem com os projetos.

A discussão mantém um ponto em aberto. Não foram informados valores, prazos nem projetos específicos de obras, o que deixa a negociação em uma etapa ainda geral. A definição concreta será essencial para saber se a promessa de expansão energética poderá se traduzir em estradas, redes, serviços, postos de trabalho e encadeamentos locais.

O objetivo declarado é consolidar Río Negro como um dos polos energéticos centrais do país. A província já aparece vinculada ao desenvolvimento de Vaca Muerta e a projetos estratégicos que podem modificar seu perfil econômico, mas o desafio é evitar que a renda e o investimento circulem fora do território que suporta a transformação.

A reunião também ocorre em meio a uma tensão política provincial. Enquanto Fullone impulsiona uma leitura favorável ao alinhamento com a Nação, outros setores reivindicam que os grandes investimentos cheguem a salários, educação, saúde e infraestrutura cotidiana. Essa disputa mostra que o debate energético já não gira apenas em torno de produzir mais, mas de definir como seus efeitos são distribuídos.

Nesse cenário, a conversa com a Secretaria de Energia funciona como um sinal de negociação. Río Negro busca estar na primeira linha do novo mapa energético argentino, mas a discussão de fundo será se esse lugar se converterá em desenvolvimento local mensurável ou se ficará reduzido a uma vitrine de projetos de grande escala.

Etiquetas do artigo