A La Libertad Avanza concluiu a formalização de sua estrutura provincial em La Pampa e colocou o deputado Adrián Ravier à frente do Conselho Executivo. O arranjo lhe dá uma ferramenta partidária para as eleições provinciais e municipais de 2027. A assembleia também nomeou as autoridades do congresso até 18 de setembro de 2030.
O dirigente rural Federico Luis Cobreros presidirá o congresso. Economista agrário ligado à produção de carne em Quemú Quemú, ele representa a Sociedade Rural Argentina. Sua posição central mostra a prioridade dada pela nova direção à relação com o setor agropecuário.
Cobreros apoia abertamente as políticas de Javier Milei e considera favorável a situação da pecuária. Já havia sugerido que Sergio Ziliotto se aproximasse de Milei e de Luis Caputo. O governo provincial não acompanhou a proposta, embora ambos tenham discutido medidas preventivas para o Super Niño.
Nessa reunião, Cobreros reconheceu ações provinciais em estradas e orientação aos produtores. O episódio mostrou espaço para acordos sobre problemas concretos. O documento partidário, porém, não mencionou uma frente de oposição e priorizou a consolidação de uma estrutura organizada.
A distribuição dos cargos também definiu os excluídos. Luciano Ortiz, Juan Pablo Patterer, ligado a Lule Menem, e o deputado Martín Matzkin, próximo de Patricia Bullrich, ficaram sem funções. A ausência mantém aberta a discussão sobre a integração futura das correntes internas.
Ravier presidirá o Conselho, com Renata Márquez na vice-presidência e Antonio Aimar Fratamico na secretaria. Luciana García, Juan Pablo Bernal e Viviana Navarro serão vogais titulares; Julio Reumann e Vanesa Romero, suplentes. Nicolás Boschi também apareceu na formação pública.
A assembleia foi transferida da sede anunciada para uma residência particular. No mesmo sábado, o local de Santa Rosa estava entre os pontos da Marcha da Bronca, organizada por forças de esquerda, movimentos sociais e sindicatos. A mudança permitiu concluir as designações.
A direção deverá transformar a estrutura jurídica em presença territorial. Precisará organizar equipes locais, dialogar com setores produtivos e definir alianças. Também terá de lidar com os dirigentes excluídos. O caminho até 2027 mostrará se Ravier centraliza o partido ou se as disputas voltam na escolha de candidatos. O mandato até 2030 permite à direção atravessar o ciclo eleitoral de 2027 e continuar depois dele. Isso também torna as regras internas mais relevantes, porque as autoridades escolhidas controlarão a organização durante os quatro anos.