La Rioja Política

Quintela liga homenagem a Angelelli a um chamado pela unidade peronista

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Após os atos pelos 50 anos do martírio de Dom Angelelli e dos Beatos Riojanos, o governador pediu unidade com programa e uma frente mais ampla. Evitou falar de candidaturas e concentrou a mensagem nos setores vulneráveis.

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Ricardo Quintela utilizou as atividades pelos 50 anos do martírio de Dom Enrique Angelelli e dos Beatos Riojanos para convocar a unidade do peronismo. Depois de participar do ato central em Punta de los Llanos, o governador de La Rioja vinculou o legado religioso e social dos homenageados à necessidade de construir uma alternativa nacional baseada no diálogo, sem ódio nem rancor.

O chamado não se limitou a reunir dirigentes sob uma mesma identidade partidária. Quintela afirmou que a unidade precisa ter conteúdo e se expressar em um programa capaz de responder a uma sociedade que descreveu como golpeada e maltratada. Em seu desenho, o peronismo seria a espinha dorsal de uma frente mais ampla, com o poder político voltado a resolver problemas concretos antes de organizar candidaturas.

A definição incluiu uma crítica direta ao Governo nacional. O governador pediu que os dirigentes do país reflitam sobre as consequências de suas decisões e enumerou aposentados, pessoas com deficiência, trabalhadores, docentes, integrantes do sistema de saúde e setores humildes como prioridades do Estado. Seu argumento contrapôs essas necessidades aos interesses dos grupos de maior poder econômico.

Quintela defendeu um Estado ativo na distribuição da riqueza e na construção de uma sociedade que considera mais justa. Afirmou que governar exige enfrentar interesses concentrados quando for necessário para proteger os setores vulneráveis. Assim, a homenagem a Angelelli deixou de ser apenas uma comemoração e se tornou a referência ética escolhida pelo governador para apresentar sua proposta de reconstrução política.

Questionado sobre candidaturas, evitou dar nomes ou se colocar na disputa interna. Disse que sua preocupação estava na realidade social e valorizou a presença em La Rioja de dirigentes de diferentes setores que reconhecem o legado do bispo. Essa negativa deslocou a discussão dos cargos para o método: primeiro alcançar unidade em torno de objetivos comuns e depois decidir quem representará a coalizão.

O processo permanece em etapa de aproximação. Quintela disse perceber disposição dos grupos peronistas para construir uma proposta comum e definiu o encontro como fortalecimento físico, espiritual e intelectual. O próximo passo será transformar essa vontade em um programa verificável e em uma frente efetivamente mais ampla; até lá, sua convocação deixa abertas tanto a arquitetura da aliança quanto as candidaturas.

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