O crescimento dos bairros populares em Viedma virou problema urbano além da falta de moradia. A Tejido Urbano registra aumento de 112% da área ocupada em Viedma-Carmen de Patagones entre 2016 e 2025. Nove dos 11 bairros estão na capital.
Marcos Castro enfrenta hoje pressão acumulada por várias administrações. Não responde por todo o crescimento desde 2016, mas precisa responder a alagamentos, serviços fracos, drenagem e expansão em terrenos de risco.
O ReNaBaP contabilizou 1.069 famílias em bairros como Esperanza, Dos de Enero, Trece de Junio, Puente Viejo, Costa Este, El Progreso, Santa Clara, Unión e Nueve de Julio. Esperanza quadruplicou de área.
A infraestrutura é o ponto mais sensível. Alguns bairros cresceram em áreas com alagamentos recorrentes, e chuvas de março e outubro expuseram problemas de ruas e drenagem.
O saneamento acrescenta outra camada. O Governo reconheceu problemas de água e esgoto e anunciou mais de $1,065 bilhão em obras para 8.250 moradores.
Castro precisa mostrar que o investimento acompanha a escala do problema. O indicador real é quantas famílias ganham água segura, esgoto, ruas transitáveis e drenagem.
A expansão exige também política de solo. Sem lotes acessíveis e urbanização, novas famílias continuarão ocupando periferias com serviços tardios e custos maiores.
O próximo passo é medir resultados e construir estratégia plurianual coordenada entre município e Província.