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Lezcano pede unidade do PJ de La Pampa e debate de projeto antes das candidaturas

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Jorge Lezcano, dirigente da Identidad Peronista, criticou ameaças de disputar fora do PJ e pediu prioridade para emprego, salários, produção e moradia, além de revisar as causas da perda de apoio do oficialismo.

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Jorge Lezcano, dirigente da Identidad Peronista e da UPCN, entrou no debate interno do peronismo pampeano com um alerta: disputar por fora do PJ quando ambições pessoais não são atendidas pode terminar favorecendo a oposição.

Ele afirmou que diferenças e internas fazem parte da vida partidária, mas distinguiu essa disputa de uma ruptura eleitoral. Seu próprio espaço, lembrou, já perdeu internas sem levar o conflito para fora da organização.

Lezcano criticou especialmente a lógica do “se não for eu, vou por fora”. Na sua visão, ultimatos desse tipo colocam aspirações individuais acima do projeto provincial e podem ameaçar a continuidade do oficialismo.

O debate ocorre enquanto o peronismo começa a olhar para 2027 e prepara atividades para 17 de outubro. Lezcano disse que a data deve servir para reafirmar pertencimento e discutir ideias, não para antecipar uma briga por nomes.

Ele também pediu mudança de prioridades. Emprego, salários, produção, moradia, serviços públicos e oportunidades para os jovens deveriam ocupar mais espaço do que a discussão sobre quem encabeçará a próxima chapa.

Ao mesmo tempo, reconheceu que o governo provincial precisa revisar erros e entender por que perdeu apoio. A situação econômica pesa sobre as famílias e as políticas públicas existentes não bastam para neutralizar o mal-estar.

Lezcano defendeu que o peronismo volte ao território, ouça demandas e explique como pretende sustentar o desenvolvimento. A oposição, acrescentou, deverá responder pela gestão nacional, enquanto o governo pampeano terá de mostrar resultados.

A mensagem busca fixar um limite antes das candidaturas: a competição interna é legítima, mas uma ruptura que facilite o avanço opositor seria, na sua leitura, o ponto que o peronismo de La Pampa não deveria cruzar.

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