A indústria da Terra do Fogo perdeu 2.757 postos de trabalho nos doze meses encerrados em maio de 2026. O número de empregados registrados nos principais setores fabris caiu de 9.208 para 6.451, uma retração anual de 29,94%.
A queda atingiu os setores eletrônico, plástico, de confecção, têxtil, pesqueiro e outras atividades industriais. A perda de empregos foi acompanhada por uma redução generalizada da produção, com diferenças importantes entre os segmentos.
A indústria eletrônica concentrou o maior impacto. Em maio empregou 4.900 trabalhadores, 2,1% menos que em abril e 33,1% abaixo do nível de um ano antes. A produção chegou a 581.795 unidades, com queda mensal de 25,8% e anual de 29,9%.
O setor de confecção produziu 94.682 unidades, equivalentes a 43.853 quilos. Apesar de leves melhorias produtivas, o emprego caiu para 126 trabalhadores, 3,8% menos que no mês anterior e 48,4% abaixo de maio de 2025.
A indústria pesqueira produziu 295.553 quilos, com quedas de 12,2% no mês e 15,4% no ano. O emprego aumentou 3% em relação a abril, chegando a 205 trabalhadores, mas permaneceu 2,4% abaixo do nível do ano anterior.
O setor plástico apresentou o desempenho mais estável. A produção atingiu 189.677 milhares de unidades, com queda mensal de 1,1% e melhora anual de 2,1%. O segmento empregou 644 pessoas, 0,5% menos que em abril e 2,1% mais que um ano antes.
A situação mais crítica ocorreu na indústria têxtil. Em maio foram produzidos apenas 15.244 metros lineares, 52,2% menos que em abril e 92,1% menos que no mesmo mês de 2025. O setor empregou 194 pessoas e acumulou queda anual de 41,7% nos postos de trabalho.