A Arquidiocese de Buenos Aires defendeu a assistência prestada a pessoas em situação de rua após a circulação de um vídeo em que o chefe de Governo da Cidade, Jorge Macri, questionou o impacto da entrega de alimentos e roupas a quem permanece nas vias públicas.
A gravação foi feita durante uma reunião com moradores em 2025 e voltou a circular nas redes sociais nesta semana. No trecho divulgado, Macri afirmou que esse tipo de ajuda “só faz com que venham mais” pessoas para a Cidade e que continuem dependentes da assistência.
A resposta da Igreja destacou a dimensão de seu trabalho territorial. A Arquidiocese informou que conta com 33 centros comunitários, 26 abrigos e uma rede que acompanha mais de 1.300 pessoas por noite com alimentação, acolhimento e acompanhamento.
Representantes da Igreja disseram desconhecer o contexto completo das declarações e ressaltaram que existe diálogo permanente com o Governo da Cidade. Também observaram que parte das pessoas assistidas não aceita ingressar em abrigos e precisa de outro tipo de acompanhamento.
O Governo da Cidade afirmou que o vídeo divulgado é um trecho editado e informou que possui mais de 60 centros de inclusão, cerca de 5.000 vagas de alojamento e distribui aproximadamente 475.000 refeições por dia. Também indicou que há abrigos adaptados para receber pessoas com animais de estimação.
A polêmica provocou reações de dirigentes peronistas, da União Cívica Radical e de figuras ligadas ao espaço político de Horacio Rodríguez Larreta. As manifestações destacaram o papel da Igreja e defenderam o fortalecimento das políticas de assistência e proteção social.