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Kicillof supera Cristina na percepção opositora frente a Milei

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Uma pesquisa nacional da Casa Tres coloca o governador de Buenos Aires como principal referência opositora, à frente de Cristina Kirchner, em meio a dados de mal-estar social que pressionam o Governo.

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Axel Kicillof aparece em uma nova medição nacional como a figura mais identificada com a oposição a Javier Milei. O dado reorganiza a disputa interna do peronismo e coloca o governador de Buenos Aires acima de Cristina Kirchner em uma dimensão central: quem encarna, para a opinião pública, o polo político mais nítido diante do Governo.

A pesquisa da Casa Tres atribui a Kicillof 36 pontos como principal opositor, enquanto Cristina Kirchner reúne 23. A diferença, próxima de treze pontos, ganha peso político porque surge em meio às discussões sobre candidaturas e liderança dentro do espaço peronista. Na mesma pergunta, o jornalismo aparece com 8 pontos, e Mauricio Macri e Myriam Bregman chegam a 6 cada um.

A pesquisa também mostra uma zona de paridade na imagem positiva dos principais dirigentes. Patricia Bullrich lidera esse indicador com 45 pontos, seguida por Cristina Kirchner, Axel Kicillof e Javier Milei, os três com 43. A contrapartida é uma imagem negativa elevada para quase todo o sistema político: Milei chega a 54, Cristina a 55 e Kicillof a 51.

Para o Governo, o quadro não se esgota na disputa de nomes. Embora a imagem da gestão libertária tenha melhorado três pontos entre meados e o fim de junho, a medição registra sinais persistentes de mal-estar. Sessenta e quatro por cento dos consultados expressam sentimentos negativos sobre o futuro do país, nível que começou a se consolidar no fim de 2025 e permanece estável há quatro meses.

A economia aparece como o principal problema nacional, com 24% das menções, seguida por corrupção, baixos salários e desemprego. A inflação, que havia organizado boa parte da agenda pública, fica relegada a 2% nessa resposta espontânea, o que sugere uma mudança da preocupação social para renda, consumo e expectativas.

A deterioração cotidiana também se expressa nos lares. Na região metropolitana de Buenos Aires, 58% declaram dificuldades para chegar ao fim do mês; no interior, a proporção chega a 55%. Além disso, 66% afirmam ter abandonado algum serviço ou atividade habitual, embora esse registro tenha caído em relação aos 71% de meados de junho. A aprovação da gestão nacional está em 40%, com 57% de desaprovação, incluindo 21% de rejeição entre eleitores de Milei.

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