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Gustavo Lanaro força uma última negociação para evitar o fechamento da Papelera del Sur

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A empresa reafirmou o fechamento da fábrica de Tornquist apesar das propostas de ajuda oficial. Gustavo Lanaro, dirigente do sindicato papeleiro, obteve prazo até 12 de novembro e exige a presença dos donos da Interpack na próxima audiência. Cerca de 160 empregos estão em jogo.

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A Papelera del Sur reafirmou o fechamento da fábrica de Tornquist durante audiência do Ministério do Trabalho, apesar das propostas de ajuda provincial e municipal. Cerca de 160 empregos estão ameaçados numa cidade de pouco mais de 7.500 habitantes onde a planta funciona há mais de seis décadas.

Gustavo Lanaro, secretário-geral do sindicato papeleiro, tornou-se protagonista da negociação. O gremio obteve prazo até 12 de novembro e pediu a presença direta dos donos da Interpack para que os decisores participem da audiência.

A empresa alega falta de rentabilidade e dificuldade para competir com cartolina importada, principalmente do Brasil. A planta já operava com atividade reduzida e suspensões. Segundo Lanaro, os trabalhadores aceitaram cortes temporários de produção e salário para preservar postos.

O Ministério interveio de ofício e apresentou alternativas com autoridades locais. A empresa manteve a decisão. É necessário esclarecer qual ajuda foi oferecida, por quanto tempo, com quais condições e se existia um plano de modernização.

O fechamento tem impacto industrial regional. A planta produz cartolina reciclada para embalagens e movimenta reciclagem, logística e serviços. Trocar produção local por importação elimina salários, compras e capacidades técnicas.

Também seria simplista culpar apenas as importações. A fábrica usa equipamentos antigos, enfrenta mudanças de demanda e custos e pertence a um grupo maior. O debate precisa de dados sobre produtividade, investimentos e reconversão.

Lanaro busca agora negociação direta e mecanismos de conciliação. Qualquer ajuda pública deve exigir continuidade, investimento, metas de produção e preservação de empregos.

12 de novembro será a data crítica. Se a Interpack discutir reestruturação, ainda há saída; se mantiver o fechamento, autoridades e sindicato terão de focar indenizações, recolocação e diversificação econômica.

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