Neuquén Energia

Figueroa defende o RIGI, apoia fim das PASO e apresenta Vaca Muerta como janela que não pode se fechar

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Rolando Figueroa afirmou que rever o RIGI colocaria em risco a segurança jurídica necessária a Vaca Muerta e defendeu capital externo antes que a demanda global por hidrocarbonetos se estreite. Também apoiou o fim das PASO e ligou o crescimento energético a moradia, escolas, hospitais e estradas.

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Rolando Figueroa voltou a colocar a segurança jurídica no centro da estratégia de Neuquén para Vaca Muerta. Criticou opositores que propõem rever o RIGI após uma mudança de governo e afirmou que políticas de investimento devem sobreviver aos ciclos eleitorais. O argumento parte de uma urgência: recursos abundantes e uma janela limitada.

Figueroa defendeu o regime pelo impacto na rentabilidade. Citou redução de imposto, amortização acelerada e tratamento diferente do IVA como fatores que melhoram a taxa de retorno e a competitividade. Segundo ele, a poupança doméstica não basta para financiar perfuração, transporte e GNL.

A defesa é também um alerta político. Investidores perguntam o que ocorrerá depois de 2027 e se as regras podem mudar. Figueroa afirma que uma oposição responsável deve distinguir crítica a um governo de desmonte de política de Estado.

O tempo é central. A transição energética global pode reduzir a demanda futura por petróleo e gás, por isso Vaca Muerta precisa acelerar. O governador destacou a decisão final de investimento do Argentina LNG prevista para 26 de novembro.

O crescimento traz custos locais imediatos. Neuquén pode receber cerca de 30 mil novos habitantes neste ano, cinco mil em idade escolar. Isso exige salas, moradia, hospitais, estradas e serviços. A renda energética precisa ser comparada ao custo do crescimento.

Figueroa também discutiu a divisão da receita de um barril exportado. Parte relevante vai a custos, lucros e impostos nacionais, enquanto Neuquén receberia cerca de 13% em royalties e outros tributos. Ele usa o exemplo para pedir uma visão federal dos custos da província produtora.

No plano eleitoral, apoia eliminar as PASO por considerá-las gasto desnecessário. Menos eleições reduzem custos, mas devolvem aos partidos a escolha de candidatos. Também elogiou projetos locais que derrotaram forças nacionais em Bariloche.

O próximo desafio é transformar estabilidade em acordos verificáveis. Neuquén precisa de contratos e regras duradouras, mas também de recursos para moradia, serviços e conectividade. O teste do RIGI será transformar capital em produção sustentável, receita fiscal e capacidade estatal.

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