Chaco Economia

FECHACO defendeu o índice de PMEs que voltou a mostrar queda nas vendas em julho

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A federação chaqueña sustentou que o indicador de CAME mede comércios de varejo de proximidade e não o consumo total nem o faturamento de plataformas digitais. A entidade afirmou que a contração tradicional e o crescimento do comércio eletrônico podem coexistir porque correspondem a universos diferentes.

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A Federación Económica del Chaco defendeu a validade do Índice de Vendas Varejistas da Confederación Argentina de la Mediana Empresa após as controvérsias públicas sobre seus resultados. O diagnóstico de julho voltou a registrar quedas interanuais e mensais entre as PMEs comerciais. A entidade chaqueña sustentou que discutir a medição é legítimo, mas alertou que não deve ser comparada com indicadores construídos sobre universos distintos.

O índice de CAME não pretende medir todo o consumo argentino nem o faturamento do comércio eletrônico. Seu objetivo são as vendas reais de comércios de varejo de pequenas e médias empresas (PMEs) de proximidade em cidades de todo o país, ajustadas pela inflação por meio do índice de preços do INDEC. Bancas, ferragens, padarias e negócios de bairro fazem parte desse universo, diferente do volume operado por grandes plataformas digitais.

FECHACO salientou que uma plataforma pode aumentar suas operações enquanto as PMEs físicas perdem vendas. Esse resultado não seria uma contradição automática: pode refletir mudanças nos canais de compra, maior concentração de mercado ou deslocamento de consumidores para a internet. O alerta metodológico evita transformar o crescimento digital em prova de recuperação para estabelecimentos que pagam aluguéis, serviços e empregos em cada localidade.

A série tem mais de 16 anos de continuidade e utiliza uma definição de pequena e média empresa baseada em critérios normativos da Secretaría PyME. Contempla seis setores que representam cerca de 90% do comércio varejista de pequenas e médias empresas, com ponderações construídas com base em dados da ARCA. Também aplica mecanismos para excluir valores extremos e corrigir possíveis subdeclarações que poderiam distorcer os resultados.

O alcance federal distingue CABA e a província de Buenos Aires do resto do país. Segundo FECHACO, essa separação evita que o comportamento dos maiores centros urbanos oculte a situação de províncias e cidades do interior. A defesa corresponde à metodologia nacional; não constitui por si só um levantamento exclusivo de fechamentos ou vendas dentro do Chaco, embora a federação provincial a considere representativa para compreender seu entorno comercial.

A entidade vinculou a queda de julho ao esgotamento do impulso do décimo terceiro pago no meio do ano e ao maior peso das contas de inverno no orçamento das famílias. O próximo relatório mostrará se a contração continua, mas o debate imediato é preciso: o que cada indicador mede, quais empresas representa e como seus dados são ajustados. Sem essa distinção, a expansão digital pode ocultar a deterioração do comércio de proximidade.

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