Ricardo Delfino voltou a se mover no tabuleiro político pampeano com um sinal dirigido para além dos limites provinciais. O ex-prefeito de Catriló manteve reuniões com Axel Kicillof e Gabriel Katopodis, em um gesto que o coloca dentro das conversas do peronismo sobre sua projeção nacional.
O encontro teve como eixo o vínculo com o governador bonaerense, a quem Delfino apoiou de forma explícita para uma eventual candidatura presidencial. A definição sintetiza uma leitura política: para o dirigente pampeano, Kicillof aparece como uma referência capaz de ordenar expectativas dentro do campo opositor.
A presença de Katopodis acrescentou peso institucional e territorial à reunião. O ministro bonaerense é uma das figuras que acompanham a construção política de Kicillof, e sua participação reforçou o caráter de uma conversa voltada a construir pontes entre lideranças de diferentes províncias.
Delfino, com trajetória municipal em Catriló, escolheu intervir em uma discussão que excede a dinâmica local. Seu apoio ao governador de Buenos Aires coloca uma referência pampeana dentro do debate sobre a futura liderança do peronismo e sobre a articulação de uma alternativa nacional.
A foto política também tem leitura provincial. Em La Pampa, onde as relações internas do peronismo e os vínculos com outros setores pesam em cada articulação, o movimento de Delfino projeta um sinal para aqueles que veem Kicillof como possível ordenador de uma nova etapa.
O apoio não encerra uma discussão, mas marca uma posição. Delfino buscou mostrar que a conversa sobre o futuro do peronismo não se esgota em Buenos Aires e que também pode encontrar apoios em territórios onde lideranças locais convivem com expectativas nacionais.