Córdoba continua esperando que a Nação concretize o adiantamento financeiro de até 400 bilhões de pesos argentinos acordado um mês atrás. Os desembolsos ainda não começaram e a Província prevê receber o montante em duas parcelas de 200 bilhões de pesos argentinos. No Centro Cívico, conhecido como El Panal, mantêm a expectativa de que os fundos cheguem em breve, embora não tenha sido informada uma data precisa para a primeira transferência.
O adiantamento tem uma distribuição definida dentro da província. 80% dos recursos serão destinados a rendas gerais do Tesouro e 20% entrarão no Fondo Federal correspondente a municípios e comunas. Por essa razão, a demora não se limita ao caixa do Governo da província: também atrasa a parcela que deve chegar às administrações locais através do mecanismo de co-participação previsto para esses fundos.
Paralelamente, acumulou-se outro descumprimento, separado do adiantamento de 400 bilhões de pesos argentinos. A ANSES deve duas parcelas à Caixa de Aposentadorias, Pensões e Benefícios de Córdoba. Cada transferência mensal prevista é de 10 bilhões de pesos argentinos, portanto permanecem pendentes 20 bilhões de pesos argentinos. Trata-se de pagamentos relacionados ao financiamento do sistema previdenciário provincial e não de parcelas incluídas nas duas parcelas do adiantamento financeiro.
A terceira definição pendente corresponde à Prefeitura de Córdoba. A gestão de Daniel Passerini aguarda a autorização nacional para um crédito bancário de 120 milhões de dólares. O financiamento teria garantia de coparticipação; essa condição levou o Governo provincial a participar da gestão junto com a equipe municipal, porque a operação compromete recursos que dependem do vínculo fiscal entre a Nação, a Província e a cidade.
Os três processos respondem a mecanismos diferentes. O primeiro é um adiantamento que deve entrar em dois grandes desembolsos e distribuir uma parte entre municípios e comunas; o segundo consiste em parcelas mensais da ANSES destinadas à Caixa provincial; o terceiro é uma garantia exigida para que a capital acesse financiamento bancário em dólares. A coincidência é que todos precisam de uma atuação nacional que ainda não se materializou.
O acompanhamento imediato está concentrado em três atos concretos: a transferência da primeira parcela de 200 bilhões de pesos argentinos, a quitação dos dois pagamentos previdenciários atrasados e a autorização do crédito municipal. As autoridades de Córdoba confiam em uma resolução próxima para o adiantamento, mas a fonte não indica um cronograma fechado para nenhum desses movimentos. Até que se formalizem, o acordo continuará sem se traduzir em receitas efetivas para a Província, sua Caixa previdenciária e o Município de Córdoba.