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Chubut cobra mais investimento petroleiro diante de um barril que melhora a rentabilidade

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Ignacio Torres pediu às operadoras que transformem o novo cenário de preços em produção e emprego durante a transferência de Manantiales Behr da YPF para a PECOM.

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O governo de Chubut voltou a colocar o investimento petroleiro no centro da agenda em um momento de maior rentabilidade para as operadoras. Ignacio Torres afirmou que o preço internacional do petróleo, acima de 100 dólares, abre uma oportunidade que deve se refletir em mais atividade, mais produção e mais emprego na bacia provincial.

A posição foi apresentada durante a Assembleia Petroleira ligada à transferência da área Manantiales Behr, que deixou de ser operada pela YPF e passou para a PECOM. Para a administração chubutense, essa mudança é uma prova concreta de que campos maduros podem sustentar volume e previsibilidade quando há investimento suficiente e condução operacional.

Torres destacou que o contexto já não é o mesmo de meses atrás. Com preços internacionais mais favoráveis, a província espera que as empresas acelerem planos de desenvolvimento e reinvistam uma parcela maior da rentabilidade. A mensagem buscou evitar que a melhora do barril fique apenas nos balanços corporativos, sem impacto em equipamentos, emprego e produção local.

Manantiales Behr ocupou o centro do encontro. O governador ressaltou que a PECOM cumpriu compromissos de investimento, aumentou a produção e reduziu a incerteza dos trabalhadores que dependiam do futuro da área. Também afirmou que é falso dizer que uma bacia madura está condenada a um declínio irreversível quando há decisão e capital aplicado.

O governo provincial apresentou suas próprias medidas como parte do mesmo esquema. Entre elas, Torres mencionou a redução de royalties, a eliminação de tarifas sobre polímeros e o fim do mecanismo local de apoio ao petróleo conhecido como Barril Criollo, com o argumento de que esses recursos devem permanecer na bacia e retornar como investimento produtivo e emprego.

A agenda seguirá com uma rodada de reuniões com operadoras. A exigência de Chubut será que o novo cenário de preços tenha um efeito visível em perfuração, manutenção, produção e trabalho. Para a província, a discussão energética já não passa apenas por sustentar áreas herdadas, mas por definir quanto da renda petroleira se transforma em desenvolvimento territorial.

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