Mendoza Política

Arrieta critica Milei e cobra explicações sobre os recursos rodoviários

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A deputada de Mendoza, que deixou La Libertad Avanza e entrou no Provincias Unidas, disse estar decepcionada com o presidente. Também pediu informações sobre o imposto sobre combustíveis, criticou as rodovias nacionais 7 e 40 e rejeitou novos pedágios sem esclarecimentos sobre o uso desses recursos.

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A deputada nacional por Mendoza Lourdes Arrieta expressou sua decepção com o governo de Javier Milei e ampliou suas diferenças com o espaço político que a levou ao Congresso. A legisladora, ex-integrante de La Libertad Avanza e atualmente incorporada ao bloco Provincias Unidas, confirmou em uma entrevista radiofônica que já não se sente representada pelo rumo da administração nacional.

Arrieta explicou que decidiu acompanhar Milei por sua identificação inicial com as ideias libertárias, mas se distanciou do papel de Karina Milei e da evolução do discurso oficialista. Questionou a presença de ódio, violência e mecanismos de manipulação nas redes sociais. Também reivindicou maior atenção à educação, saúde, segurança e aos setores vulneráveis.

A deputada vinculou essas críticas nacionais a uma reivindicação específica para Mendoza. Informou que apresentou um pedido ao Poder Executivo para conhecer o destino dos recursos arrecadados pelo imposto sobre combustíveis líquidos. Sua proposta parte do pressuposto de que uma porção do valor pago por litro deve financiar a manutenção e o reparo de rodovias nacionais.

Arrieta afirmou que os mendocinos pagam esse componente tributário e, ao mesmo tempo, enfrentam outras despesas destinadas a obras viárias, situação que descreveu como um pagamento duplo. Qualificou como deplorável o estado das rutas nacionales 7 y 40 e afirmou que suas condições afetam o turismo, a conexão com Chile e os deslocamentos entre diferentes pontos da província.

Também rejeitou a possibilidade de implementar pedágios na ruta 7 enquanto continuar a cobrança do imposto destinado ao financiamento viário. Antes de avançar com esse sistema, pediu para saber quanto foi arrecadado, quais obras foram executadas e como os fundos foram aplicados. Na mesma entrevista mencionou problemas de infraestrutura e aquecimento escolar, além de dificuldades na atividade turística e gastronômica.

As declarações combinam uma ruptura política com o oficialismo e um pedido institucional de informação. O questionamento sobre estradas, escolas e atividade econômica corresponde à avaliação de Arrieta e não foi acompanhado por respostas do Executivo na informação divulgada. O dado formal é a apresentação do pedido de informações; o destino dos recursos e o alcance de eventuais pedágios permanecem sem esclarecimento oficial.

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