Miguel Serralta abriu publicamente a possibilidade de disputar a prefeitura de Maipú em 2027, quando termina o segundo mandato consecutivo de Matías Stevanato. O ex-deputado e ex-senador provincial disse que moradores e dirigentes lhe apresentaram essa alternativa e afirmou estar preparado, embora ainda não tenha decidido ser candidato.
A declaração é relevante porque o oficialismo municipal terá de organizar uma sucessão sem nova reeleição imediata do atual prefeito. Stevanato venceu em 2019 e foi reeleito em 2023, por isso o peronismo de Maipú precisa discutir nomes, acordos internos e continuidade administrativa. Serralta pediu que o debate não seja antecipado.
Serralta integra o setor Azul do Partido Justicialista e reúne experiência legislativa e executiva. Foi deputado, senador e secretário de Governo de Maipú, trajetória que apresenta como preparação para a responsabilidade municipal. Ao mesmo tempo, afirmou que a candidatura deve surgir de um processo político, e não apenas de manifestações individuais.
Ele também colocou Stevanato na discussão provincial. Disse que o prefeito tem condições de disputar o governo de Mendoza e que sua gestão local pode ser projetada para outra escala. O apoio coincide com outras manifestações internas, mas não equivale a uma indicação partidária nem define a futura chapa do PJ.
O presidente do peronismo mendocino, Emir Félix, já havia citado Stevanato entre os dirigentes com projeção para 2027. Essa convergência revela uma linha de conversa dentro do partido, mas convive com outras lideranças e com a necessidade de uma estratégia comum. Nenhum mecanismo formal de escolha foi anunciado.
Em Maipú, o debate tem dois planos conectados. Se Stevanato avançar para uma candidatura provincial, o município terá de preservar sua estrutura política e preparar uma figura capaz de manter o governo local. Mesmo que esse projeto não prospere, o limite à reeleição exige uma sucessão e um acordo entre as correntes locais.
Serralta evitou apresentar a fala como lançamento definitivo. Disse ouvir pedidos de setores locais, conhecer o funcionamento municipal e sentir-se apto, mas insistiu que ainda há tempo. A cautela mantém aberta a negociação com Stevanato, a direção provincial e outros dirigentes que possam disputar o mesmo espaço.
Os próximos passos serão políticos e orgânicos: definir calendário, método de seleção e relação entre as candidaturas municipal e provincial. O processo mostrará se o PJ de Maipú chega a um consenso ou recorre a uma interna. Por enquanto, Serralta registrou sua disponibilidade e Stevanato recebeu novo apoio, sem decisão formal.