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San Juan prepara cédula única, novo regime juvenil e continuidade política sob Orrego

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Fabián Martín apoiou a continuidade do governador, evitou candidaturas e confirmou duas reformas prioritárias. A eleitoral prevê cédula única, um candidato executivo por aliança e internas; o regime juvenil substituiria o sistema transitório e pode exigir sessões extraordinárias.

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O vice-governador Fabián Martín traçou a agenda política e legislativa de San Juan para o fim de 2026 com sinal de continuidade em torno de Marcelo Orrego. Evitou antecipar candidaturas de 2027, mas definiu o governador como principal referência e apoiou a estabilidade da equipe. A estratégia busca impedir que a sucessão desloque duas prioridades: reforma eleitoral e regime penal juvenil.

Martín afirmou que as definições virão depois e que a continuidade dependerá dos cidadãos e da condução de Orrego. A mensagem mantém coesão entre funcionários e preserva a centralidade do governador nas candidaturas. A ausência de nomes não elimina competição, mas adia sua exposição até que as regras estejam claras.

A reforma eleitoral está pronta, embora a Província espere a decisão nacional sobre as PASO. Se demorar, San Juan pode avançar com cédula única de papel e um só candidato a governador e prefeito por partido ou frente. O objetivo é eliminar múltiplas candidaturas executivas na mesma aliança e simplificar a oferta.

As forças manteriam liberdade para internas abertas ou fechadas, todas no mesmo dia. Martín defendeu as PASO quando existe disputa real, mas questionou o custo quando há lista única. O desenho terá de equilibrar participação, autonomia partidária, financiamento e controle.

O segundo projeto é o Regime Penal Juvenil provincial. O texto está em consulta com especialistas e o Judiciário e pode entrar em novembro. Pretende substituir o sistema transitório por lei definitiva alinhada à norma nacional, definindo juízes, defensores, dispositivos, sanções alternativas e garantias.

A urgência não pode substituir planejamento. Justiça juvenil exige equipes interdisciplinares, locais separados, programas socioeducativos, defesa e orçamento. Se o debate não terminar, Martín admite sessões extraordinárias em janeiro ou fevereiro. Isso também exige publicação prévia e participação de especialistas e organizações.

O vice-governador tratou ainda da investigação do Aqueduto Gran Tulum. Rejeitou a tese de perseguição e pediu que a Justiça avance sobre possíveis irregularidades nos canos e recursos. Lembrou que os convocados ainda não foram acusados e devem explicar. A posição busca transparência sem antecipar culpa.

A próxima etapa mostrará se continuidade política vira reforma institucional. A cédula e as internas moldarão 2027; o regime juvenil exigirá recursos; o aqueduto testará o controle. Orrego mantém liderança, mas a qualidade do projeto dependerá de regras claras, debate público e prazos verificáveis.

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