Río Negro obteve o aval nacional necessário para ativar um crédito internacional destinado a conectar e modernizar toda a rede pública de saúde. Em reunião em Buenos Aires em 4 de junho, o ministro da Economia, Luis Caputo, assinou a autorização de US$60 milhões do BID. O governador Alberto Weretilneck também saiu com a expectativa de somar outro empréstimo, de US$85 milhões, para produção e gestão de riscos.
O primeiro programa abrangerá 36 hospitais e 191 centros de atenção primária da província. O investimento pretende integrar digitalmente estabelecimentos separados por grandes distâncias, ampliar a conectividade, modernizar redes de dados e incorporar servidores e sistemas médico-administrativos. O objetivo é fazer informações clínicas e gestão circularem numa única rede, em vez de permanecerem fragmentadas.
A transformação inclui equipamentos e serviços diretamente ligados ao atendimento. O plano fortalecerá a telessaúde para aproximar consultas e exames de populações distantes e comprará tecnologia biomédica para terapia intensiva, neonatologia, centros cirúrgicos, imagens, laboratórios e farmácias. O crédito combina infraestrutura digital com capacidade concreta de diagnóstico e tratamento.
A segunda linha foi apresentada naquela reunião como etapa seguinte, não como desembolso concluído. Caputo antecipou que outro crédito de US$85 milhões poderia ser aprovado em meados de junho. A distinção importa: o encontro formalizou o aval sanitário e encaminhou o financiamento produtivo, cuja confirmação ainda precisava atravessar a instância correspondente.
O segundo programa mira a modernização da irrigação do IDEVI, a ampliação de áreas irrigadas, a eletrificação rural e a infraestrutura de zonas estratégicas. As obras buscam usar água com mais eficiência e reduzir custos da agricultura, pecuária e agroindústria. Também incluem gestão de secas, nevascas, granizo e incêndios por meio de prevenção e assistência.
Weretilneck acrescentou outro tema de infraestrutura: as rodovias nacionais que atravessam Río Negro. O governador apresentou alternativas para transferir corredores à Província e recebeu avaliação favorável do Ministério da Economia, sem que a transferência estivesse resolvida. A discussão conecta os créditos ao problema maior da conectividade para serviços, produção e exportação.
A reunião terminou com projetos que podem mudar a matriz provincial, como o oleoduto VMOS, o gás natural liquefeito na costa atlântica e as exportações previstas de ouro e prata de Calcatreu. O avanço imediato foi a autorização sanitária de US$60 milhões; chegar aos US$145 milhões dependia do segundo crédito e de converter os programas em obras, equipamentos e redes operacionais.