Santa Fe Política

Pullaro contrapõe a política produtiva de Santa Fe aos gritos da agenda nacional

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O governador defendeu a articulação entre Estado, empresas e universidades em um encontro sobre comércio exterior. Ligou esse modelo à infraestrutura, ao apoio às pymes e a novos mercados, apresentando-o como alternativa ao agravo da política nacional.

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Maximiliano Pullaro usou um encontro sobre comércio exterior para marcar uma diferença política com o cenário nacional. Na abertura de “Santa Fe no mundo”, realizada em La Fluvial, em Rosário, o governador sustentou que é possível construir políticas públicas pela articulação entre o Estado e o setor privado, em vez de gritos e agravos. Universidades, instituições produtivas e autoridades também participaram para discutir o acordo Mercosul-União Europeia e oportunidades na América do Norte e na Ásia.

A comparação não ficou restrita ao tom do debate. Pullaro apresentou o Conselho Econômico e Social, promotor da atividade, como estrutura capaz de sustentar acordos além das mudanças de governo. Recordou que o organismo foi criado por lei em 2016 e afirmou que se consolidou como política de Estado. Nessa continuidade institucional, situou o modelo de gestão que Santa Fe pretende mostrar diante da confrontação que o governador atribui à política nacional.

A agenda provincial se apoia em preservar mercados existentes e abrir destinos para a produção. Pullaro mencionou a participação em fóruns internacionais, o apoio a pequenas e médias empresas exportadoras e o planejamento de longo prazo. Seu argumento é que a internacionalização não depende de uma única missão comercial, mas de uma relação estável entre autoridades, empresas, universidades e organizações capazes de detectar oportunidades e preparar capacidade produtiva.

A infraestrutura aparece como condição dessa estratégia. O governador afirmou que Santa Fe reduziu o custo do Estado, baixou impostos e, com os mesmos recursos, investiu nos últimos 30 meses um montante equivalente ao aplicado nos oito anos anteriores. Enumerou rodovias, energia, gasodutos, portos e aeroportos como investimentos destinados a reduzir custos e melhorar a competitividade das empresas. O setor privado foi convocado a planejar, enquanto o Estado acompanha e sustenta.

O ministro do Desenvolvimento Produtivo, Gustavo Puccini, reforçou o argumento com o perfil exportador da província. Disse que Santa Fe se consolidou como principal província exportadora do país e que, durante 2025, seus portos superaram Nova Orleans e Santos em movimentação de cargas. Para o ministro, os indicadores expressam o peso atual da economia santafesina e o potencial de seu sistema logístico e portuário.

Puccini também definiu uma condição para a abertura comercial promovida pelo Governo nacional. Considerou-a uma oportunidade, e não uma ameaça, desde que acompanhada por políticas que fortaleçam as pymes e consolidem as cadeias de valor. A ressalva evita apresentar a abertura como resultado automático: ganhar mercados exige empresas capazes de competir e infraestrutura que sustente sua saída ao exterior.

O secretário executivo do Conselho, Jorge Dolce, acrescentou o novo marco do acordo entre Mercosul e União Europeia, cuja aplicação provisória descreveu como acesso a um mercado de cerca de 700 milhões de consumidores. O encontro se integra a instrumentos como o Santa Fe Business Forum e deixa um próximo passo político e produtivo: transformar a coordenação defendida por Pullaro em novos vínculos comerciais, sem abandonar o apoio às empresas que deverão aproveitá-los.

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