Tucumán Política

A Juventude Peronista busca reconstruir o PJ a partir das províncias

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Um congresso federal em Tucumán reuniu jovens dirigentes de várias províncias e colocou em pauta a renovação geracional, a crítica ao centralismo portenho e a reorganização do peronismo.

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A Juventude Peronista abriu em Tucumán um debate que vai além da vida interna partidária. Com um congresso federal realizado nos dias 8 e 9 de julho, jovens dirigentes e militantes de várias províncias buscaram instalar uma ideia central: a reconstrução do Partido Justicialista não pode depender apenas de decisões tomadas em Buenos Aires.

O encontro reuniu cerca de 200 participantes de nove províncias e combinou uma vigília na sede do PJ tucumano com mesas de trabalho sobre economia, produção, educação, infraestrutura, ambiente, saúde, política externa e cultura. A escolha da data não foi casual: o 9 de Julho funcionou como marco simbólico para discutir federalismo, representação e futuro político.

A presidenta da Juventude Peronista de Tucumán, Florencia Villagra, afirmou que o processo começou depois das eleições nacionais de meio de mandato, quando referentes de diferentes províncias passaram a trocar diagnósticos sobre a situação do peronismo. Nesse percurso, o resultado tucumano foi apresentado como ponto de apoio para pensar uma reorganização mais ampla.

A posição juvenil combina apoio à tradição histórica do movimento com uma crítica ao funcionamento atual da estrutura nacional. Villagra reconheceu o lugar de Cristina Fernández de Kirchner na história peronista, mas sustentou que o movimento não pode ser conduzido apenas a partir de uma mesa em Buenos Aires. A ideia que atravessou o congresso foi recuperar um peronismo amplo, popular e federal.

De Salta, Camila Morales destacou a presença do norte argentino e questionou as intervenções partidárias decididas pela condução nacional. A crítica ao centralismo apareceu como um dos eixos mais fortes do encontro: os jovens reivindicaram regras internas que habilitem participação efetiva, listas próprias e militância ativa nos distritos.

O documento final vinculou a crise de representatividade à falta de espaços para formar novas lideranças. Por isso, a aposta não terminou em Tucumán. Os organizadores anteciparam que buscarão replicar a experiência em outras províncias antes do fim do ano, com o objetivo de transformar a juventude militante em motor de uma reorganização nacional do PJ.

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