Buenos Aires Política

Kicillof ordena seu bloco e coloca as reeleições municipais na agenda

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O governador reuniu os legisladores do MDF para coordenar a atividade parlamentar e apoiar o projeto que elimina o limite de dois mandatos consecutivos. Os prefeitos pressionam, mas o Frente Renovador conserva uma chave decisiva e mantém sua rejeição.

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Axel Kicillof reuniu na segunda-feira os legisladores bonaerenses que respondem ao Movimiento Derecho al Futuro para ordenar uma agenda comum e preparar o debate sobre as reeleições dos prefeitos. O encontro, realizado na Governadoria, combinou a revisão da atividade parlamentar com a coordenação territorial do espaço. A questão central foi como reunir os acordos necessários para modificar o limite atual de dois mandatos consecutivos.

Dentro do MDF já circula uma definição que liga essa reforma ao projeto nacional do governador: quem bloquear as reeleições, sustentam fontes do espaço, comprometeria a competência presidencial. A instrução política é impulsionar o projeto apresentado, levá-lo ao plenário e tornar visível a posição de cada setor. A reunião foi, além disso, a primeira dessas características com a nova composição da Legislatura e buscou alinhar o trabalho de deputados e senadores próprios.

A convocação também incluiu a organização da marcha de quinta-feira, a mobilização por San Cayetano e o impacto provincial de normas promovidas pelo Governo nacional. Participaram a vice-governadora Verónica Magario, o ministro Carlos Bianco, Agustina Vila e Cristina Álvarez Rodríguez, além de representantes nacionais e provinciais. Uma senadora do espaço confirmou que existe acordo interno para trabalhar as reeleições em ambas as câmaras, embora ainda não esteja definido o caminho parlamentar.

A pressão vem principalmente dos chefes comunais, que exigem revisar uma restrição que lhes impede de se candidatar novamente após dois mandatos consecutivos. Kicillof já questionou que a população não possa votar em dirigentes próximos e o projeto da senadora Ayelén Durán oferece uma via concreta para mudar a regra. No entanto, o oficialismo deve primeiro fechar posições dentro do peronismo e depois somar apoios adicionais em uma Legislatura sem maioria automática.

O principal obstáculo interno é o Frente Renovador de Sergio Massa, um dos autores da norma que impede as reeleições indefinidas. O massismo ratificou que não acompanhará a modificação e Malena Galmarini convocou para a terça-feira, 11 de agosto, a Comisión de Reforma Política do Senado, que ela preside. A reativação desse âmbito coloca o setor em uma posição determinante sobre as regras eleitorais que deverão ser definidas antes de 2027.

Os próximos movimentos decorrerão, portanto, em dois planos simultâneos. O MDF aprofundará seus encontros seccionais e a coordenação de suas bancadas, enquanto a comissão conduzida por Galmarini abrirá uma instância formal sobre a reforma política. Kicillof conseguiu incluir as reeleições na agenda de sua tropa, mas ainda precisa transformar a pressão dos prefeitos em um consenso que hoje não existe dentro do próprio oficialismo bonaerense.

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