La Rioja Política

Florencia López entra na sucessão de Quintela e pede um peronismo mais federal e aberto

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A senadora confirmou a candidatura diante de um teatro lotado por mulheres e propôs unir saúde pública, emprego, oportunidades juvenis e equilíbrio entre Capital e interior. O lançamento acelera uma sucessão peronista concorrida e obriga o PJ a definir regras antes que a disputa rompa a unidade.

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Florencia López confirmou que disputará o Governo de La Rioja em 2027 num encontro de mulheres que lotou o teatro Víctor María Cáceres. A senadora transformou uma conversa política em lançamento formal. A cena buscou mostrar apoio social, protagonismo feminino e construção capaz de disputar a sucessão de Ricardo Quintela sem depender apenas do aparelho tradicional do PJ.

López propôs saúde pública, oportunidades para jovens, trabalho e equilíbrio territorial. A crítica às “duas Riojas”, Capital e interior, aponta desigualdades em serviços, infraestrutura, emprego e decisão. A promessa federal deverá virar critérios de investimento, coparticipação municipal, conectividade e presença estatal nos departamentos menores.

A candidata pediu para “humanizar a política” com uma perspectiva de mulher voltada às famílias. Isso pode ampliar cuidados, violência, saúde, educação e economia doméstica, mas precisa virar políticas mensuráveis. Equipes técnicas e inclusão de mulheres do interior serão testes de coerência.

Na economia, López afirmou que La Rioja precisa gerar empregos e atribuiu às políticas nacionais a perda de mais de cinco mil postos. O número, apresentado pela senadora, exige detalhamento por setor, data e tipo. O programa deverá explicar como recuperar comércio, indústria, serviços, agro, turismo e conhecimento sem depender só do gasto público.

O lançamento acelera uma sucessão aberta porque Quintela não pode buscar outro mandato consecutivo. Também aparecem Teresita Madera, Fernando Rejal, Gabriela Pedrali, prefeitos e dirigentes. A quantidade obriga o governador e o PJ a definir mecanismo aceito: prévias abertas, eleição partidária, consenso ou reforma eleitoral.

López pediu ampliar o peronismo a setores sociais e produtivos. Isso implica negociar com sindicatos, empresas, universidades, movimentos, prefeitos e jovens e aceitar competição. Sua experiência como prefeita de Arauco, vice-governadora e senadora é um ativo; adversários questionarão sua estrutura nos dezoito departamentos.

A dimensão nacional influenciará. A La Libertad Avanza tentará converter peso nacional em organização local, enquanto Quintela busca unidade. Uma candidatura ligada demais a uma corrente pode ganhar apoio e limitar acordos. López terá de definir relação com o governador, Cristina Kirchner e o restante do peronismo sem perder autonomia.

O próximo passo é passar do ato à organização. A campanha precisa de responsáveis departamentais, programa orçado, regras de seleção e estratégia para evitar ruptura. O teatro cheio demonstrou mobilização; o teste real é construir coalizão territorial e produtiva que transforme inclusão, trabalho e federalismo interno em alternativa de governo.

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