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Tucumán eleva Orçamento 2027 a $7,35 trilhões com superávit mínimo e forte dependência nacional

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O projeto enviado à Legislatura prevê gastos de $7,35 trilhões, superávit de apenas $304 milhões e 51,5% das verbas para pessoal. Adota inflação de 18%, crescimento de 4% e dólar a $1.847, apesar dos desvios que exigiram ampliar o Orçamento 2026.

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O Executivo de Tucumán apresentou finalmente o Orçamento 2027 de $7,35 trilhões, acima da estimativa inicial de $7 trilhões. O projeto chegou antes do prazo constitucional e prevê superávit de $304 milhões. O número permite a Osvaldo Jaldo defender equilíbrio, mas é ínfimo diante do gasto total e pode desaparecer com qualquer desvio de receita ou custo.

A estrutura mostra o peso do Estado empregador. Pessoal absorverá 51,5% das verbas e a dotação não terá grandes mudanças. A concentração salarial limita flexibilidade, embora saúde, educação, segurança e administração dependam de trabalho. O debate deve distinguir empregos necessários, vagas, contratos e produtividade dos serviços.

O Governo usou as pautas nacionais: inflação de 18%, crescimento de 4% e dólar a $1.847 no fim de 2027. Daniel Abad justificou porque cerca de 80% da arrecadação vem de impostos nacionais compartilhados. A dependência reduz autonomia e transfere erros nacionais diretamente às contas locais.

O antecedente de 2026 exige cautela. O orçamento usou inflação de 10%, enquanto o índice deve ficar perto de 30%. A Legislatura ampliou gastos correntes em $1,07 trilhão e aplicações financeiras em $250 bilhões, totalizando $1,32 trilhão. A correção mostra que uma pauta baixa torna o equilíbrio fictício.

Em 2027, o gasto cresce 17,8% sobre o orçamento ampliado, pouco abaixo da inflação prevista. O Executivo anunciou aumentos de 46% em educação, 41,4% em saúde, 39,8% no social, 30,7% em segurança e 67,3% em obras. Os percentuais devem ser comparados às bases, à execução de 2026 e aos custos setoriais.

A obra pública é central em ano eleitoral. O Governo projeta cerca de US$900 milhões em infraestrutura com fundos provinciais e nacionais e diz que o orçamento não é de ajuste. Isso depende de licitações, obras concluídas e transferências nacionais. Recursos incertos podem obrigar a adiar ou financiar projetos.

O superávit de $304 milhões é fração mínima de $7,35 trilhões. Mais que colchão, é decisão contábil de gastar ligeiramente menos que a receita estimada. A Legislatura deveria exigir cenários alternativos e relatórios trimestrais de recursos, pessoal, dívida flutuante e investimento.

O próximo passo é o debate e a distribuição detalhada. O orçamento deve ligar prioridades a metas físicas e controles. Tucumán entra em 2027 formalmente equilibrado, mas sensível às variáveis nacionais. A credibilidade dependerá menos do superávit anunciado e mais de corrigir desvios sem repetir uma ampliação trilionária.

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